Estilo growth vs value
Os termos são populares. Mas sabe o que significam?
Em teoria, investir em empresas ‘growth’ significa (como o próprio nome indica) apostar em empresas que se encontram numa fase de expansão, ou seja, em fase de crescimento.
Regra geral, não distribuem dividendos – ou, se o fizerem, o valor do dividendo é geralmente baixo – já que preferem reinvestir os lucros no próprio negócio.
Estas empresas são tidas como investimentos mais arriscados, já que os seus títulos tendem a ser mais voláteis – o que é visível através do indicador beta que, neste caso, deverá ser superior a 1. Em contrapartida, reza a lógica de mercado que maior risco corresponde a maiores ganhos potenciais.
Em termos práticos, e algo simplistas, investir num estilo ‘growth’ significa que está hoje a comprar acções de uma empresa apostando no seu potencial de crescimento. Como não gera lucros elevados nesta fase inicial, apresenta por isso um rácio preço/lucro (PER) elevado. É o caso, por exemplo, da maioria das empresas tecnológicas.
Já optar por um estilo ‘value’, é optar por maior estabilidade. São empresas que se encontram numa fase mais madura de crescimento e, por isso, podem distribuir uma maior fatia dos lucros pelos accionistas – entenda-se dividendos mais altos. Por gerarem maiores lucros tendem a ter um PER mais baixo. E, por serem menos arriscadas, apresentam geralmente um beta inferior a 1, indicador de menor volatilidade. É o caso, por exemplo, das farmacêuticas e das ‘telecoms’.
Em períodos de ‘bear market’ os analistas recomendam o investimento num estilo ‘value’, já que é mais defensivo. Foi o que aconteceu quando a crise do ‘subprime’ estalou, em Setembro de 2007. No entanto, é necessário ter em atenção que, em alturas de crise, o estilo ‘value’ não o isenta de perdas. A diferença é que, enquanto as tecnológicas europeias corrigiram 49,6% em 2008, no auge da crise financeira, as farmacêuticas, por exemplo, caíram “apenas” 17,7%.


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